sexta-feira, 24 de março de 2017

Ferrari Enzo 1/12 Tamiya, um kit a altura da lenda.


Trabalhar com plastimodelismo já um prazer indescritível, uma vida dura (em todos os sentidos), mas muito divertida. Mas quando em minha carreira, eu me deparo com desafios como esses, minha profissão fica mais legal ainda! Lidar com kits “colossais” como esses, deslumbrantes em beleza, e qualidade impar, com certeza é um grande momento na vida de um modelista, e na minha não foi diferente.


A tamiya é hoje uma das poucas empresas autorizadas a licenciar produtos ferrari, e ela resolveu aproveitar a oportunidade para proporcionar aos modelista um kit espetacular e inigualável em sua qualidade. Um kit para ser colecionado, dentro da caixa com seus bags lacrados, ele já é uma obra de arte em plastimodelismo. Muitos irão guardar uma relíquia dessas em casa. Mas alguns poucos irão se encorajar a montar, e terão o prazer duplo, de ter e montar uma obra prima do kits.


Pela introdução, já deu pra perceber que eu gostei do kit. Fato, gostei mesmo, mas como todo kit, ele não é perfeito. É o mais próximo da perfeição que eu vi nos últimos anos, mas mesmo assim, não é um modelo fácil, intuitivo, e não é um kit para amadores. Diferente por exemplo da Harley Davidson 1/6 que montei a alguns anos para o mesmo cliente. A moto mantia a mesma excelência do kit da ferrari, porem a montagem era muito tranquila, qualquer um bem intencionado, atento ao manual do kit, montaria aquela moto, que é quase um kit "snap". Essa ferrari não. Esse kit precisa de malicia do modelista, e coragem pra tomar algumas decisões importantes num kit tão caro (por volta de dois mil reais aqui no brasil), e experiencia para contornar certos “apuros” da montagem.

Unboxing: Encarando a Lenda uma primeira vez.

A caixa é enorme, linda, rica em detalhes e cheia de selos da marca Ferrari. Ao abrir, encontramos uma organização tipicamente oriental para fazer 653 peças caberem harmoniosamente com um manual de 36 paginas, uma referencia de montagem colorida, uma folha de photoeched, uma folha de decal e duas de adesivos, peças em vinil, rodas, pneus, dezenas de peças de metal e uma infinidade de pequenos parafusos e soquetes para serem usados ao longo dos 91 paços de montagem do manual

O manual no principio pareceu excelente. Muito extenso e detalhado, impresso em preto e branco, com todas as indicações de montagem e avisos. Particularmente gosto muito dos manuais da tamiya, um leigo que o leia com atenção e siga as recomendações do manual, pode se tornar um modelista. Com o passar da montagem, uns errinhos foram achados no manual, como falhas em algumas indicações de pintura, indicação de alguns parafusos incompatíveis e falta de indicação para o encaixe de algumas peças. Mas nada que ofusque o brilho do modelo.

O kit é feito num bom e duro plastico, bastante resistente a solventes, mas de natureza de pouca aderência. Muito do kit já vem na cor apropriada, facilitando muito a montagem. A folha de decal é de excelente qualidade, até os menores impressos são legíveis. (em um deles, minusculo, encontrei um “Ferrari Made em ITARY”, mas deixa pra lá...) O kit é repleto de peças em metal fundido, com emendas um tanto grosseiras, e tambem peças em photoeched, essas muito bem feitas. Além disso, alguns emblemas do carro são feitos em adesivos autocolantes metálicos, como o “ferrari” do motor, ou o “pinifarina” da lateral.

Além de tudo isso, um conjunto de rodas muito bonitas, pneus perfeitos, e bancos de vinil estofado com opção de cor e cintos de segurança em adesivos feitos de tecido. Um grande espetáculo de kit na caixa. Vamos velo na bancada.








Montagem

O modelo é constituído de uma engenharia sofisticada. A todo momento, a sensação é de estar montando um carro de verdade. Incrível!!! Mas como disse antes, não espere um kit fácil de montar. O modelo espera de você toda a sua habilidade e paciência para lidar com 6 centenas de peças quase perfeitas, num esquema amarradissimo de pintura, onde deve se pensar duas, três ou até quatro vezes antes de fazer algo de forma diferente da do manual. O kit não luta contra, pelo contrário. Desdes as primeiras peças coladas na montagem, que se inicia pelo enorme e detalhadíssimo motor V12, já se percebe onde se está tateando. Tudo se encaixa a perfeição. Se algo não está encaixando, verifique ea peça e manual porque você está fazendo algo errado. A própria arquitetura das peças não permite que você erre, que você inverta o lado de alguma peça,cole algo na posição errada ou coisa parecida. O modelo te convida para uma longa jornada de uma montagem muito rebuscada, mas a todo momento ele está junto te ajudando.

O kit é talvez o mais próximo que eu irei chegar de um kit de carro perfeito, mas ele tem suas falhazinhas. É comum num projeto desses, muito extenso, obtermos problemas com o que os engenheiros chamam de “propagação de erros”, aquele folga minuscula no encaixe da peça no passo um vai se somando a todas as minusculas falhas dos passos seguintes, e no final do modelo você tem uma diferença de um milimetro de uma peça pra outra. A tamiya foi bastante exigente e rigorosa nas tolerâncias das peças e na arquitetura dos encaixes, mas no final, alguma coisa acaba aparecendo. O que eu estou querendo dizer com isso? Estou querendo dizer que esse é um kit, apesar de tudo, difícil de fechar. E os problemas começam aparecer justamente quando estamos nas fase mais delicadas da montagem, onde a funilaria já não é mais a melhor opção.

Alem da propagação dos erros, ainda há mais dois fatores a serem levados em consideração. O primeiro e o tamanho elevado de peças da carrocerias, como capo traseiro e dianteiro, para-lamas e etc. Talvez você não saiba, mas peças de plastico injetado muito grande (quase) sempre sofrem com empenos. Principalmente se o modelo já passou alguns verões e invernos na caixa, dentro de um armário. O modelo que eu montei não tinha empenos muito graves, daqueles que necessitam ser tratados com calor, mas havia peças empenadas, como os capôs e as portas, que precisaram ser encaixadas sob pressão e sofrerem ajustes. Somado a isso, o fato das peças serem móveis, os ajustes se tornam sempre mais críticos, tanto pelos frisos e encaixe em si, quanto pelas peças que formam o “recheio” do carro, que podem estar pressionando partes da carroceria sem que você perceba.

Mas vejam, estou procurando pelo em ovo, só pra ilustrar que o kit não se monta sozinho, ele precisa de alguém “rodado” em resolver esses tipos de problemas, e são detalhes que estamos preparados para achar em modelos assim, e acabam deixando o modelo até mais divertido e interessante. Nada disso ofusca a grandeza do modelo.


No modelo, por questão de contrato, foi usado quase que somente produtos tamiya. Um detalhe interessante, o modelo foi pintado nas suas partes internas, mas muito das cores originais do plastico foram aproveitados, incluindo a cor da carroceria. Sim, a carroceria NÃO FOI PINTADA, foi utilizado a própria cor do plástico, tratado, lixado, polido, envernizado e polido novamente. Dica muito útil, que fez o tempo de montagem despencar, e a tamiya foi bem cuidadosa em escolher a cor do plastico para a ferrari , melhor inclusive do que usar a cor Ts-86 (cor em spray da própria tamiya) indicada pelo manual, na minha opinião.

Conclusão.

Na minha humilde opinião, pequena falhas a parte, o kit é um dos pontos altos na vida de qualquer modelista. Um kit sensacional, impecável, super bem projetado, e ao mesmo tempo, desafiante e divertido. É um kit com pedigree, na verdade dois, o da tamiya, e o da ferrari. Mas repito, não é um kit fácil. Não é uma aventura para novatos. Kit exige bagagem, exige ginga de alguém que já sofreu com muito kit meia boca antes de chegar aqui. É preciso alguém gabaritado para poder extrair o máximo dessa maravilha. Sem entrar no mérito sobre a Ferrari enzo ser um carro bonito ou não, nem debater se o preço negociado aqui no Brasil é justo ou não. O kit é uma experiencia diferente, agradável, desafiadora, um projeto apaixonante do primeiro ao ultimo passo do manual. Ideal para aqueles modelistas que já experimentaram de tudo, e precisam de um desafio novo no hobby. Mas quase como ter uma ferrari de verdade, esse kit é para poucos, poucos irão comprar, menos ainda irão montar...





















































terça-feira, 11 de outubro de 2016

Montagem do novo Gloster Gladiator 1/72 Airfix e o que esperar dos novos kits da marca


O pequeno e simples modelo mostra o que esperar dos novos modelos da clássica AirFix.




Quem está a pouco tempo no plastimodelismo, pode achar que a Airfix é uma marca de kits excelentes... Bom, não deixa de ser, mas quem está a mais de dez anos no hobby sabe que nem sempre foi assim. “Excelente” era uma qualidade difícil de dar a um kit Airfix antigamente.
A marca que nasceu em 1939, fabricando e vendendo brinquedos, introduziu os plásticos injetáveis na linha de montagem por volta de 1947. Alguns a consideram como a primeira marca a vender um “kit”, assim como os reconhecemos hoje, isso porque em 1949, a marca fabricou um pequeno modelo de trator em plástico, e para baixar os custos de produção, esse modelo era vendido desmontado.
Airfix é sinônimo de plastimodelismo da Inglaterra. O nome transcende a marca, já que la você monta um “kit airfix” de um avião, mesmo se ele não for um airfix. A marca se pautou pela tradição de seus kits, nos anos 60 e 70 eram o que havia de mais moderno a disposição. Mas já nos anos 80 sentia o sinal dos tempos, e os concorrentes nadavam de braçada a sua frente. A marca passou por apuros financeiros, junto com sua proprietária, a Humbrol, devido a concorrência voraz e um numero cada vez menor de praticantes de plastimodelismo. Sem lançar novidade, a marca adentrou o século novo com uma péssima reputação de seus kits e um enorme rombo no banco.
Mas isso mudou. Em 2006, a marca foi vendida para a Hornby, que reprojetou toda a empresa, desde a sede da fabrica, passando pela revisão de seus produtos, que é o que nos importa de fato!
Sem se desvencilhar das tradições, que ainda direcionam os lançamentos da marca, a Airfix foi repaginada para entrar no século XXI e voltar a surfar no modelismo, muito diferente daquele dos anos 60. A marca tem alcançado a excelência dos modelos, chegando muito perto da qualidade de concorrentes de peso, e algumas vezes superando essa qualidade.
Particularmente não havia tido chance de experimentar essa nova era da Airfix, ainda com um pouco de ranço do que já passei na mão deles, mas de boa vontade pelo comentários que ouço dos novos kits, fui escalado para experimentar essa geração nova de Airfixs.

Unboxing- As primeiras impressões.

As novas caixas são bonitas e coloridas, chamativas e muito bem impressas. Ao abri-la, as boas surpresas começam. O kit cativa ao olhar. Peças muito bem injetadas, scribers delicados, porem bem marcados. Muitos detalhes, rebites, rebaixos e ressaltos.
O manual a primeira vista parece ser muito bom, com uma ótima carta de pintura colorida no final. Mas ao decorrer da montagem, ele apresentou pequenas falhas, como a falta de indicação da pintura de partes internas.
O kit apresenta duas opções de montagem, e com isso traz hélices, trem de pouso e outros detalhes a serem escolhidos durante a montagem. Além disso, o kit vem com peças bem detalhadas e delicadas para o interior e para o motor.
O plastico parece muito com o tradicional plastico usando pela marca. Um pouco mole, mas bom para trabalhar, fácil de lixar e de remover as bem definidas marcas de injeção. As marcas eu achei que estavam marcadas demais, grandes demais para um kit novo, mas isso não se configura em um problema muito grande. Só é preciso tomar cuidado com solventes muito forte no uso com esse plástico, ele é um material delicado e pode apresentar danos ao contato exagerado com thinner, por exemplo.
A folha de decal é muito bem impressa, bem colorida e bem definida. Até os menores stancils são legíveis.

Montagem.

Iniciando a montagem do kit pelo interior do cockpit. Já nas primeiras peças, nota-se uma qualidade superior na engenharia do modelo. As peças tem um equilíbrio excelente entre detalhamento e encaixe. A engenharia adotada para as peças do interior funciona muito bem. O painel não possui os relevos dos relógios, ja que a marca preferiu adotar a superfície lisa e o uso de decalques. A solução funciona, não é de todo ruim, já que a decal é muito bem impressa, e o painel possui níveis diferentes, e para cada nível existe um decalque especifico. Não é a solução mais sofisticada, mas foi um belíssimo e bem executado “feijão com arroz” para o modelo.
Já nos primeiros manuseios com tinta, o plastico demonstrou aquilo que era temido: O plastico apresenta uma certa fragilidade para thinner, habito comum entre nós brasileiros o uso de tintas a base de thinner, então merece ser usado com cautela.
Segue a montagem do exterior do kit sem maiores dificuldades. Tudo encaixa em seu devido lugar sem surpresas. O motor é riquíssimo em detalhes, e bem montado, se torna uma peça muito especial. As peças que formam o capô do motor não encaixam tão bem, e demandam um pouco de funilaria para diminuir as folga. No restante da fuselagem, ajustes e funilaria se faz necessário para o fechamento adequando, mas tudo absolutamente dentro do esperado. Algo que me chamou a atenção foi os canos de escape que já vieram furados, enquanto os canhões não. Ou seja, não há limitação técnica em fazer os canhões furados, talvez uma “preguiça”.
Os frames da transparência, na minha opinião, saíram um pouco grande e fora de escala, mas no final funcionam bem para o mascaramento da pintura. Então, não foram de todo mal. Mas importante frisar que ao final do modelo, o encaixe das transparências (um momento crítico da montagem), as peças funcionaram super bem.
Os decais corresponderam à qualidade esperada, não apresentaram silvering, tinham as dimensões corretas, a grossura também perfeita, um decal que não se fragiliza, mas ao mesmo tempo se mantem delicado, abraçando o kit e se assentando com perfeição.
No final da construção, senti duas dificuldades mas que não afetaram meu parecer ao kit. A primeira dificuldade foi as furações para os estais das asas. O kit já vem pré furado para a instalação de estais, porem não vem com todos os furos. Isso pode confundir um modelista incauto que queira se aventurar a fazer os difíceis estais do modelo. Outra dificuldade que encontrei foi instalar a segunda asa do modelo, o alinhamento dos suportes da segunda asa não são totalmente exatos, dificultando o encaixe.

Roteiro de montagem.

Como em todo avião, foi feito primeiro o interior do avião. Devidamente pintado de verde “Interior green RAF”, com detalhes em aluminio, foi feito um drybrush com cores metalicas, washed com tinta óleo, e o acabamento com verniz fosco Dullcote Testors.
Em seguida foi feito o motor, com uma técnica muito simple. Cada elemento do motor foi pintado com uma cor metalica diferente e contrastante entre si, para acrescentar volume e detalhes a peça. Para a ferrugem dos escapes, foi utilizado a técnica classica, pintando de marrom primeiro, e depois com drybrus de cores metalicas.
Em seguida, montado e acertado a fuselagem e a asa inferior, o avião recebeu uma camada de cinza claro acrilico, que ao mesmo tempo já simularia o cinza claro da pintura e tambem serviria de primer para as demais cores, em seguida, com branco Duco Pr-colors, foram feitos os “highlights” da pintura para ela já parecer desgastada desde do incio, ressaltando as nervuras das cavas das asas.
Para camuflagem, foi utilizado a técnica da mascara com massa tipo TAC (pritt tac, Blue Tac, panzer putty ou silly put). O azul e o verde da camuflagem foram feitos no aerógrafo, sem efeitos de pré shadding, e sim com desgastes utilizando apenas a saturação da tinta e o controle do aerógrafo.
Para hélice foi utilizado a técnica do óleo sobre o acrilico, para simular as nervuras e camadas da madeira.
Foi somado a pintura algumas sombras com a tinta “Smoke” da tamiya. O Washed feito com tinta óleo. O kit foi selado com verniz Testors Dullcote fosco, e após a secagem do verniz, foi somado alguns descascado nas partes metálicas do avião, utilizando lápis, comum 2b de grafite nas partes claras, e de ceira colorido Prata nas partes escuras.
Os estais foram feitos com o método tradicional, esquentando e esticando pedaços de sprue (o plastico que sobra do kit.)
Na minha montagem, foi utilizado basicamente tintas duco da Pr-colors. O avião foi quase todo pintado com o aerografo Paasche Talon, com alguns efeitos menores feitos com um Harder Steenback


Considerações finais.

O kit me convenceu: A airfix entrou no século XXI.
Não é o melhor kit que eu montei, nem mesmo o melhor kit 1/72 que eu já montei, mas além de ele estar muito muito longe do que eram os kits 1/72 da marca a duas décadas atras, o kit é realmente bom, bem feito, competitivo no mercado e divertido na bancada. Tudo funciona, todo o kit, da caixa ao decal, tem qualidade. A engenharia é excelente, encaixes precisos sem por em risco os detalhes do modelo.
E gostei demais. O kit restaurou minha confiança nessa marca tão tradicional. E o que parece, a marca está cada vez mais forte, sempre com novos lançamentos. Então vamos ficar de olho nessa “nova velha” marca, no que ela lança por aí. Se os outros lançamentos mantiverem a qualidade deste pequeno e descompromissado modelo, a marca tem tudo para se tornar a grande referência em plastimodelos na europa, mais uma vez.

Um pouco sobre o Avião:

O Gloster Gladiator ocupa um importante lugar dentro da história da RAF (Força aerea Real inglesa). Entrou em serviço em 1936, poucos anos antes do Hawker Hurricane e do Supermarine Spitfire, o Gladiator combinou aspectos do passado com novas tecnologias da época. Foi o primeiro caça da RAF a ter a carlinga totalmente fechada, contudo o Galdiator ainda era um caça biplano de trem de pouso fixo, como os caças da primeira guerra.  Era rápido para um biplano, com uma velocidade máxima de 413 km/h (223 milhas náuticas/hora), mas já era lento demais para as novas gerações de caças monoplano que entraram em serviço poucos anos depois. Mas mesmo sendo o ultimo caça biplano da RAF, ele teve um uso extenso e indiscriminado por toda a segunda guerra mundial. Ele foi visto em serviço









na batlha do canal, na França, na Belgica e na Noruega, e foi largamente utilizado em ação durante os conflitos no norte da Africa. Lá ele foi plenamente aproveitado de sua alta manobrabilidade, sendo um avião muito abiu para combater seu avião inimigo similar, o italiano CR42 Falco. Apenas quando o Gladiator começou a se deparar com o já muito superior caça alemão BF 109, ele foi obrigado a ser redirecionado e forçado a sair das linhas de frente.
O Gladiator também teve seu uso em outras forças aéreas estrangeiras além da RAF, como na força aérea Finlandesa, que usou o equipamento com Skis (assim como o montado na matéria) contra as forças invasoras russas. O avião também teve um papel importante no treinamento, formação e surgimento de pilotos importantes da RAF. O ás do Gladiator mais famoso foi o Pat Pattle, com 15 vitórias confirmadas voando um Gladiator.